MONÓLOGO DA ALIANÇA


Queria aproveitar esse momento, para falar um pouco da minha vida. Não pense você que sempre fui assim: brilhante, lisa e elegantemente redonda. Não, pelo contrário. Saí da terra, lá do fundo, onde reina só a escuridão e o silêncio. Silêncio que foi quebrado pelo barulho das máquinas, pelas batidas insistentes e monótonamente repetitivas das picaretas: pam, pam, pam!

Bem que tentei agarrar-me à terra, à rocha firme e dura; mas não teve jeito mesmo e fui trazida para cima… dentro de um camburão sujo, como se nada valesse.

Porém, pouco a pouco, senti que meu verdadeiro valor ia aparecendo.

Fui cuidadosamente lavada, polida e separada dos outros metais que me olhavam estupefatos de inveja e admiração!

Eu ainda não entendia muito bem, mas notava que já era tratada de maneira diferente: todos tinham muito cuidado comigo! Cheguei a passar meses trancada num cofre!!!

Finalmente, colocaram-me numa bancada cheia de ferramentas e luzes e fogo. O calor era intenso, tão forte, que comecei a derreter. Misturaram-me então com outros elementos e eu via que ficava cada vez mais bonita, mais limpa. Uma barra toda reluzente!

Numa outra ocasião, dividiram-me em várias partes e fizeram brincos, anéis, pulseiras e braceletes.

Mas, a minha maior e melhor parte, ficou sendo esta que sou agora: uma bela aliança! Tenho até uma irmã; gêmea. Vivemos próximas; frequentemente até nos tocamos. Casamos e fomos abençoadas. Simbolizamos o amor, a união e a fidelidade.

Temos orgulho do que somos e a certeza de que Deus, aprova tudo aquilo que significamos.

Veja a ironia da vida: na verdade, nosso valor não é nada, perto daquilo que simbolizamos!!!

Esta entrada foi publicada em Diversos, Mensagens. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

6 respostas para MONÓLOGO DA ALIANÇA

  1. Antonio Neto disse:

    Parabéns, mensagem muito bacana!

  2. simone de o. Jacintho disse:

    Maravilhosa mensagem, espero que os nossos jovens, seguindo bons caminhos dêem a devida importância a ela, pois realmente a importância delas , é mais emocional do que material. Não importa o valor pago pela aliança, ou os brilhantes que ela possa ou não conter, mas sim o amor que há na troca delas e na sua preservação.

  3. Judite disse:

    Gostaria de saber o nome do autor deste monólogo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *